terça-feira, 9 de junho de 2009

Perguntas sobre a SIDA

O que quer dizer SIDA?
S quer dizer Síndroma (um conjunto de sinais de doenças)
I é de Imuno (porque o vírus VIH ataca as células de defesa do corpo (sistema imunológico)
D é de deficiência (porque o corpo não consegue defender-se das doenças)
A é de Adquirida porque é a pessoa que adquire (apanha) a infecção.

Que quer dizer VIH?
VIH quer dizer (V)Vírus da (I)Imunodeficiência (H)Humana. HIV é VIH em inglês.

Vírus é um corpo mínimo que só se vê em aparelhos de laboratórios (como o vírus da gripe e outros).

Imunodeficiência quer dizer que o vírus VIH ataca as células de defesa do corpo (imuno de imunológico) tornando-o deficiente (deficiência) porque não consegue defender-se das doenças.

Humana porque só nos seres humanos provoca doença.

De onde veio o VIH/sida?
Uns dizem que alguns macacos chamados “macacos verdes” já tinham o vírus, apesar de não ficarem doentes, e que o passaram para os humanos mas não há NENHUMA certeza.

Ser SEROPOSITIVO é o mesmo que ter SIDA?
NÃO!
SEROPOSITIVO é quando a pessoa apanhou o VIH mas as defesas do corpo ainda funcionam e, por isso, não tem sinais de doença.

SIDA é quando o VIH já destruiu muitas células de defesa do corpo e a pessoa adoece.


Posso estar infectado com o VIH sem saber?
SIM!
Uma pessoa pode sentir-se muito saudável, não ter nenhum sinal de doença e estar infectada com o VIH.

Por isto é que temos que usar preservativo com TODAS as pessoas porque não podemos saber quem está infectado e também porque podemos infectar o parceiro ou a parceira sem saber.
A única maneira de saber é fazer o Teste do VIH!

Quanto tempo vive uma pessoa infectada com o VIH?
Não se pode saber porque depende da saúde, da alimentação, da higiene, do cuidado com outras doenças, etc.

Já existem medicamentos (antiretrovirais) que prolongam a vida das pessoas infectadas com o VIH mas ainda não há cura.

Quais são os sinais de SIDA?
Emagrecimento, diarreia ou febre durante mais de um mês, muito cansaço, tosse seca, suores quando dorme, feridas nos órgãos sexuais e gânglios no pescoço ou virilha.

Mas… ter um ou dois destes sinais, não quer dizer que tem SIDA. Há outras doenças que têm os mesmos sinais.

Diz-se SIDA quando a pessoa adoece com “ doenças oportunistas” que aproveitam a oportunidade do corpo não ter defesas para atacar como a tuberculose, pneumonia, cancro, etc.

As dúvidas só acabam quando se faz o teste para o VIH!
continua

quinta-feira, 28 de maio de 2009

O que é o Papiloma Vírus Humano - HPV?

"Como o nome faz supor, o HPV é um vírus frequente nos humanos, responsável pela formação de lesões chamadas papilomas.

Existem diferentes tipos de HPV que podem levar a diferentes resultados em saúde - alguns tipos podem infectar a área anogenital, enquanto outros infectam áreas como os pés ou as mãos, onde podem originar verrugas ou "cravos". Os vírus que infectam a área anogenital podem ser transmitidos durante o sexo vaginal, oral ou anal, ou durante o contacto íntimo de pele com pele entre pessoas em que pelo menos um esteja infectado.

O HPV é detectado em praticamente todos os casos de cancro cervical. Também pode estar associado a outros casos de cancro como o da vulva, pénis, ânus, entre outros, mas estas associações ainda estão a ser investigadas.

Estima-se que o HPV seja uma das infecções de transmissão sexual mais frequente em todo o mundo. Foram identificados muitos tipos de HPV, poucos tendo o potencial de levar ao cancro. Actualmente existem 2 vacinas que oferecem protecção para os tipos
16 e 18, responsáveis por cerca de 70% de casos de cancro do colo do útero, uma delas protege também para os tipos 6 e 11 responsáveis por cerca de 90% das verrugas
anogenitais."

Fonte: Espaço Jovem (DGS)
Consulta a fonte para saberes maisclica aqui
Foto net

sábado, 16 de maio de 2009

sexta-feira, 27 de março de 2009

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

NÃO ACEITES A VIOLÊNCIA!

Gostar não é controlar! Ciúmes não são amor!

Quem ama confia e respeita! Não aceites a violência!

Achas que com o tempo ou o casamento as coisas mudam para melhor?
Não. Muitas vezes, a violência torna-se mais grave e mais frequente.

A violência pode ser física, psicológica, sexual…


O abuso psicológico é o tipo de violência mais frequente nas relações de namoro:


Humilhar; insultar; controlar horários; controlar o uso do telemóvel; impedir a relação com os amigos/as; insinuar que a/o namorada/o se veste de forma provocatória:

SÃO SINAIS DE ABUSO QUE NÃO DEVES IGNORAR OU MINIMIZAR.


Não ignores a violência.
Partilha a tua situação com uma pessoa de confiança e que te possa ajudar.
Procura aconselhamento ou apoio especializado.
Não és responsável pela violência.
Não mereces ser magoada/o.
Não arrisques a tua vida.

Se uma amiga ou amigo está a viver uma situação de violência no seu namoro,
Ouve-a(o) atentamente e acredita nela/nele
Fala sobre a sua situação sem emitires opiniões e críticas
Expressa compreensão, preocupação, afecto e apoio
Transmite-lhe confiança, pois é difícil romper o silêncio
Aconselha-a(o) a falar com um adulto de confiança
Acompanha-a(o) nos vários passos a dar.

Se testemunhares uma cena de agressão chama a polícia.
A tua atitude pode fazer a diferença.

NÃO OPTES PELO SILÊNCIO.

Para obter ajuda confidencial, contacta:
• 800 202 148 Serviço de Informação a Vítimas de Violência Doméstica
• 144 Linha Nacional de Emergência Social
• http://www.cigt.gov.pt/

Bibliografia: “Namoro violento não é amor”, da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género – Presidência do Conselho de Ministros
“Risca a violência”, da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género – Presidência do Conselho de Ministros
Maria Helena Bento

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Porque esperas! Não doi!

Clica na imagem para aumentar de tamanho.


quarta-feira, 19 de novembro de 2008

sábado, 15 de novembro de 2008

terça-feira, 23 de setembro de 2008

DIA MUNDIAL DA CONTRACEPÇÃO

No dia 26 de Setembro celebra-se o Dia Mundial da Contracepção, com o objectivo de encorajar os jovens a fazer uma escolha informada e, através da educação para o planeamento familiar, reduzir os níveis de abortos e gravidezes indesejadas.

Esta é uma campanha a longo prazo, que pretende reduzir o elevado número de gravidezes não planeadas, através da informação e educação.

O Dia Mundial da Contracepção é apoiado por uma associação de organizações não governamentais às quais de associa o SENTE JOVEM e o Gabinete de Atendimento à Saúde Juvenil do Centro de Saúde de Santa Maria da Feira.

Deixo um filme muito engraçado, que vos convido a ver!

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Quais são as tuas escolhas?

Se não conheceres o vídeo, aproveita para o ver e porque não? - Pensar...
Já sabes estamos aqui,
dispõe
!

terça-feira, 5 de agosto de 2008

MÉTODOS CONTRACEPTIVOS (2ª parte)

Na 1ª parte deste tema - métodos contraceptivos-, foram descritos os métodos hormonais que tens à tua disposição para evitar uma gravidez indesejada.

Esta 2ª parte descreve os outros métodos contraceptivos que existem.

Desta forma, ficas com conhecimento de todos os métodos contraceptivos que existem, para que estejas informada(o) e possas tomar a decisão correcta na hora de decidires.

MÉTODOS DE BARREIRA

Os métodos de barreira actuam impedindo o esperma de entrar no útero.

Existem diferentes métodos disponíveis e, antes de rever os métodos individualmente, vale a pena considerar os prós e os contras gerais da utilização de um método de barreira.

Vantagens:
- São uma opção para mulheres que não podem ou não querem utilizar contracepção hormonal;

- O preservativo é a única forma de contracepção que oferece protecção contra Infecções Sexualmente Transmissíveis, se utilizado adequadamente,

- Protegem contra uma gravidez indesejada sem actuarem no ciclo hormonal e de fertilidade natural, não existindo efeitos secundários.

Desvantagens:
- Podem interferir na espontaneidade, sensação e prazer;

- São menos seguros que os métodos hormonais na prevenção de uma gravidez indesejada;

- Podem necessitar de prática até serem utilizados eficazmente.

Preservativo masculino
É um protector de borracha muito fina que tem de ser desenrolado no pénis quando este já está erecto, antes da penetração. É fechado numa extremidade apresentando uma bolsa que retém o esperma após a ejaculação.

Modo de utilização:
1º - Abrir a embalagem com cuidado para não danificar o preservativo;
2º - Colocar o preservativo no início do acto sexual, com o pénis em erecção e antes de qualquer contacto,
3º - Aplicar o preservativo sobre a glande, assegurando-se de que o reservatório não fica insuflado; empurrar o anel do preservativo, desenrolando-o até à base do pénis;
4º - Retirar logo após a ejaculação. Dar um nó na extremidade aberta do preservativo e deitar fora num local conveniente;
Utilizar uma só vez,
Conservá-los ao abrigo do calor e da humidade,
Se for necessário o uso de lubrificantes, não optar pelos oleosos, como vaselina; utilizar lubrificantes aquosos (à base de água).

Protege contra IST`s, se utilizado adequadamente.
Pode ser utilizado com outro método contraceptivo, para a prevenção das IST`s e, como coadjuvante, na protecção contra a gravidez.

Preservativo feminino
O que é?
Uma “manga” de poliuretano (borracha) que se coloca dentro da vagina da mulher.

Existe um anel flexível em cada uma das extremidades de modo a manter o preservativo feminino colocado. A extremidade do preservativo que está fechada reveste o colo do útero e a extremidade aberta é posicionada à entrada da vagina.

Protege contra IST`s, é mais resistente que o preservativo masculino, não estando disponível em todos os países, nomeadamente Portugal e requer prática para uma utilização correcta.

Dispositivo Intra-uterino (DIU)

O DIU é um pequeno dispositivo de plástico, flexível, com um enrolamento de fio de cobre. Tem de ser colocado no útero por um médico.

Mantêm a sua eficácia contraceptiva durante 3-5 anos (dependendo do tipo).

Não é geralmente o método de escolha para mulheres que ainda não tiveram filhos ou mulheres com anemia.

O DIU evita a gravidez, prevenindo o encontro entre o espermatozóide e o óvulo, por imobilização dos espermatozóides no seu percurso até às Trompas de Falópio ou modificando as condições de desenvolvimento do endométrio, no caso de o óvulo ter sido fecundado.

Diafragma

O diafragma é um dispositivo de borracha ou silicone que tem um aro flexível que se coloca na vagina de modo a proporcionar uma barreira entre o esperma do homem e a entrada do útero.
Necessita, no entanto, da intervenção de um médico que avalie a medida correcta do colo do útero e que ensine à mulher a forma de colocação e os cuidados a ter.

Deve ser inserido antes da relação sexual e pode ser utilizado juntamente com um espermicida. Deve manter-se colocado durante pelo menos seis horas depois da relação sexual (e não mais de 24 horas).

Requer prática para uma utilização correcta.

Em Portugal o diafragma não é comercializado.

Espermicidas
Existem sob a forma de creme, espuma, geleia, óvulos e esponja vaginal.
É introduzido com o dedo ou com um aplicador profundamente na vagina e deve ser aplicado 5 a 10 minutos antes do acto sexual, excepto as esponjas cervicais que podem ser inseridas horas antes.
É um método contraceptivo que age quimicamente inactivando os espermatozóides contidos no esperma.
São métodos contraceptivos pouco eficazes, podem causar alergias e não protegem das IST`s.


OUTROS MÉTODOS:

Abstinência periódica

A mulher aprende a reconhecer e a compreender as modificações fisiológicas do seu ciclo menstrual,

É necessário um grande envolvimento do homem e uma estreita colaboração entre o casal;

Para ser eficaz, necessita de ser utilizado de forma muito rigorosa.

Não tem efeitos colaterais físicos;

Pode não ser possível utilizar o método quando houver febre ou infecção vaginal, no pós-parto e durante o aleitamento.

Como desvantagens:
Pode requerer um longo período de abstinência, o que não é aceitável para alguns casais,
Geralmente são necessários 6-12 ciclos para aprender a identificar o período fértil,
É necessária uma atenção cuidada das modificações fisiológicas do corpo e o registo diário de dados pela mulher,
Não protege contra IST`s.

Tipos:
Método do calendário ou de Ogino-Knaus
Método das temperaturas basais
Método do muco cervical

Método do calendário:
É um método que consiste em anotar durante mais ou menos um ano a duração dos ciclos menstruais. Deves então encontrar o teu ciclo mais curto e o teu ciclo mais longo. No artigo de Junho 2008, está descrito em pormenor a forma de encontrares o teu período fértil.

Método das temperaturas basais:
Baseia-se no facto de ocorrer uma subida da temperatura basal da mulher, na altura da ovulação.

Método do muco cervical:
Baseia-se na observação das alterações que se verificam ao longo do ciclo menstrual, no aspecto e consistência do muco que o colo do útero produz. Na altura da ovulação, adquire uma aparência de clara de ovo, com grande elasticidade (filância). Este muco filante, facilita a entrada dos espermatozóides no útero.
O aparecimento de muco cervical deve alertar para a possibilidade de gravidez: o casal deve então abster-se de ter relações sexuais ou usar um preservativo.


Contracepção cirúrgica

Esterilização feminina – Laqueação das Trompas

É um procedimento cirúrgico que interrompe ou bloqueia as Trompas de Falópio e, assim, o óvulo não consegue viajar ao encontro do espermatozóide.

A esterilização é utilizada apenas por pessoas que decidiram definitivamente que não querem ter filhos, agora e de futuro.

Considera-se um método de contracepção permanente e pode reduzir a responsabilidade daqueles que já completaram a sua família.
Ocasionalmente, pode haver um fracasso técnico durante o procedimento quando as Trompas de Falópio reabrem ou quando a obstrução não é completa.

Esterilização masculina – Vasectomia

É um método cirúrgico que laqueia os canais que transportam o esperma, pelo que o homem continua a poder ejacular, mas não existem espermatozóides.
A operação cirúrgica afecta apenas a função reprodutiva e não tem qualquer efeito no desejo ou na capacidade de manter relações sexuais.

Este método de contracepção é permanente e adequa-se apenas às pessoas que não querem ter filhos.

Tanto a Vasectomia como a Laqueação das Trompas não protegem contra IST`s.

Helena Bento
Bibliografia: Direcção Geral da Saúde - Programa Nacional de Saúde Reprodutiva - Saúde Reprodutiva Planeamento Familiar, ed. revista e actualizada. Lisboa, 2008

terça-feira, 29 de julho de 2008

MÉTODOS CONTRACEPTIVOS (1ª parte)

O objectivo principal da contracepção é impedir a gravidez.
Alguns métodos, como a pílula ou a esterilização, são quase 100% eficazes. Outros métodos têm uma menor eficácia.
Na escolha do melhor contraceptivo para ti e para o teu parceiro, devem ser tidos em conta alguns factos. Alguns métodos podem ser mais interessantes para ti, ou mais adequados para outras fases da tua idade fértil.


Os principais factores de selecção são:
A tua idade e estado de saúde, uma vez que determinados métodos contraceptivos não são aconselhados ou indicados em determinadas situações clínicas;
O teu perfil de actividade sexual. Põe exemplo, tens um relacionamento estável ou diversos parceiros sexuais? Com que frequência tens relações sexuais?

Existem diversos métodos contraceptivos à escolha, e um destes será o mais adequado para ti e para o teu estilo de vida. A informação seguinte ajudará a rever as opções disponíveis e qual a informação mais importante a ter em conta.

MÉTODOS HORMONAIS

Existe disponível uma grande diversidade de contraceptivos hormonais. Embora a dose e o modo de administração possam variar, estes geralmente actuam de forma semelhante.

A contracepção hormonal altera duas coisas importantes:
-Impedem a ovulação, pelo que não ocorre a libertação de qualquer óvulo,
-Alteram o muco da vagina, pelo que em vez de estar fino e facilitar a penetração dos espermatozóides, torna-se espesso e pegajoso.

Vantagens:
-Os métodos hormonais são a forma mais segura de protecção contra uma gravidez indesejada,
-São uma forma reversível de contracepção; a mulher pode ficar grávida assim que interrompa a sua utilização;
-Fácil de utilizar;
-Existem diversas opções disponíveis, com formas de aplicação diferentes (comprimido, adesivo, anel, implante, injecção);
-Benefícios de saúde adicionais, por ex., melhoria da pele e do cabelo, períodos menos abundantes e mais curtos, diminuição da queixa de dor menstrual.

Desvantagens:
-Não protegem contra Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST`s), pelo que deve também ser utilizado um preservativo;
-Algumas mulheres sentem efeitos secundários – enjoos, náuseas, spotting (pequenas perdas de sangue ao longo dos primeiros meses, mas que desaparecem espontaneamente).

Pílula combinada:
As tradicionais pílulas combinadas são as mais conhecidas, contendo um estrogénio e um progestagéneo.
Existem diferentes tipos de pílula, mas na maioria dos casos os comprimidos tomam-se diariamente, durante 21 dias consecutivos, seguidos de um período de 7 dias de pausa.

Neste espaço de tempo, ocorrerá a hemorragia de privação que é como se fosse uma “menstruação”. Findo o período de pausa, recomeça-se uma nova embalagem no 8ª dia, mesmo que ainda haja alguma hemorragia. A segurança contraceptiva mantém-se todos os dias do mês, mesmo durante o períodos de descanso se 7 dias!

A pílula deve ser tomada sempre à mesma hora e sem mastigar.

O que fazer no caso do esquecimento de um ou mais comprimidos?
Se o atraso for inferior a 12 horas, tomas comprimido assim que te deres conta do esquecimento e continuas a tomar a pílula normalmente, tomando o comprimido seguinte à hora habitual.
Se o atraso for superior a 12 horas, deixar o comprimido que foi esquecido, continuar a tomar a pílula, utilizando, durante 7 dias outro método contraceptivo associado (preservativo).



Pílula só com progestagéneo
A pílula sem estrogénio toma-se sem interrupção – toma contínua – diariamente, o que significa que tomas comprimidos também durante a menstruação e que não há pausa entre as embalagens.
Deverá ser tomada todos os dias, à mesma hora ou não será eficaz: um atraso de 3 horas na toma habitual obriga a utilização de um método suplementar durante os dois dias seguintes; no caso de esquecimento, os procedimentos são idênticos aos da pílula combinada.
Podem provocar hemorragias irregulares. Por outro lado, algumas mulheres não têm qualquer hemorragia.


Injecção hormonal
A injecção hormonal contém apenas progestagéneo. É administrada por um enfermeiro uma vez de 12 em 12 semanas. Actua de forma semelhante ao da pílula, isto é, inibe a ovulação.
É de longa duração, não exigindo o compromisso diário da mulher.


Pode provocar atraso de alguns meses no retorno da fertilidade. Pode ser recomendada, por ex., quando os estrogéneos não estão indicados, no caso das mulheres que não sejam capazes de tomar os contraceptivos hormonais com regularidade e recusem o Dispositivo Intra-Uterino, sejam fumadoras com mais de 35 anos de idade ou portadoras de deficiência mental.

Implante
É uma pequena cápsula de plástico contendo um reservatório de progestagéneo que é inserida na parte superior do braço através de uma mini-cirurgia realizada por um médico. O progestagéneo é libertado em pequenas doses e o implante é eficaz 3 anos. Pode ser removido em qualquer altura por mini-cirurgia.
É particularmente adequado para mulheres que pretendam uma contracepção a longo prazo.
A fertilidade retorna à normalidade quando o implante é removido. Um benefício adicional é que pode também reduzir os períodos abundantes e dolorosos.


Adesivo contraceptivo
O adesivo contém estrogéneo e progestagéneo e é colado no abdómen, coxas, nádegas ou parte superior do braço. As hormonas são libertadas continuamente, penetrando na corrente sanguínea através da pele. Previne uma gravidez inibindo a ovulação e espessando o muco cervical.
O adesivo deve ser retirado e substituido a cada 7 dias, durante 3 semanas, seguido de uma semana de intervalo sem a sua aplicação.


Importante:
-Não aplicar o adesivo sobre as mamas,
-A pele deverá estar limpa e seca;
-Não deve ser aplicado em pele vermelha, irritada ou com golpes;
-Evitar colocar, todas as semanas, no mesmo local;
-Aplicar só um adesivo de cada vez (retirando o usado antes de aplicar o novo)

Vantagens.
Apenas tens que te lembrar de mudar uma vez por semana o adesivo. Em caso de vómito e diarreia, o efeito contraceptivo não é colocado em causa.

Anel vaginal
Fino, discreto, oferecendo uma baixa dose hormonal em circulação, inibe a ovulação, com uma óptima eficácia, semelhante aos outros métodos hormonais.
O anel vaginal contém uma associação de estrogénio e progestagénio e é inserido na vagina, pela mulher. Mantém-se colocado durante 3 semanas e é depois removido, para uma semana de pausa. Nesta semana de pausa, surge uma hemorragia.
Ao 8º dia, a mulher deve colocar um novo anel vaginal e assim sucessivamente.

Se o anel sair da vagina?
O anel pode ser expelido acidentalmente da vagina durante um esforço excessivo. Se isso acontecer, a anel deve ser lavado com água fria ou morna e voltar a ser inserido. Mas atenção, o anel não pode permanecer fora da vagina mais do que três horas.

Contracepção de emergência
A pílula de emergência pode ser tomada até 72 horas depois de uma relação sexual não protegida. Pode conter uma associação de estrogénio e progestagénio ou apenas progestagénio.


A contracepção de emergência actua primariamente retardando ou inibindo a ovulação. A sua eficácia depende do intervalo de tempo entre o coito não protegido e o uso desta pílula.

Deve ser só aconselhada em situação de emergência – relação sexual não protegida ou quando outro método de contracepção tenha falhado (por ex., preservativo rasgado ou pílula esquecida).

Helena Bento

Bibliografia:Direcção Geral da Saúde- Programa Nacional de Saúde Reprodutiva -Saúde Reprodutiva Planeamento Familiar, ed. revista e actualizada. Lisboa, 2008