
Pensamos no amor como se este fosse uma solução milagrosa que nos deixa em estado de graça, e às vezes esquecemo-nos de que podem registar-se acidentes durante uma relação sexual. Mas eles acontecem. Nem sempre são dramáticos, bem entendido, mas muitas vezes têm consequências pesadas.
Uma infecção vaginal não tratada pode provocar a esterilidade de uma rapariga, relações sexuais sem preservativo podem transmitir o vírus da SIDA ou outras doenças, ou ainda provocar uma gravidez indesejada.

Quando fazemos amor, não nos apetece pensar em nada disto. Queremos aproveitar a vida, com toda a descontracção. Mas é preciso não esquecer que determinadas infecções deixam traços indeléveis, determinados vírus não têm cura.
Hoje em dia, tens a sorte de viver numa época em que é possível prevenir a maior parte dos perigos que te espreitam. Mesmo que ainda não tenhas tido relações sexuais, convêm informares-te sobre os métodos contraceptivos para tomares precauções e não seres apanhado(a) de surpresa.

A prevenção não tem nada a ver com proibição, bem pelo contrário.
Preservar a saúde pode parecer constrangedor mas, no amor, a verdadeira liberdade é aquela que te permite viver uma sexualidade sem angústias, sem riscos para o teu corpo e para o do teu parceiro.
A CONTRACEPÇÃO

A CONTRACEPÇÃO

A contracepção é o conjunto de métodos utilizados para evitar a gravidez.
Basta uma única relação sexual para engravidar. Portanto, cuidado!

Para que uma mulher engravide, é necessário que os espermatozóides encontrem um óvulo.
O óvulo, produzido pelos ovários da mulher, é libertado todos os meses e desce até ao útero por um pequeno canal denominado trompa. Se encontra um espermatozóide no caminho, o óvulo pode ser fecundado.
Para que uma mulher engravide, basta que um espermatozóide penetre no óvulo.
CICLO MENSTRUAL
Para que uma mulher engravide, basta que um espermatozóide penetre no óvulo.
CICLO MENSTRUAL

Caracteriza-se por ter hemorragia menstrual, em média durante 3 a 8 dias, em intervalos que vão de 24 a 34 dias, tendo como ciclo padrão mais comum o de 3 a 6 dias de fluxo.
Neste caso a ovulação aconteceria na metade do ciclo (14º dia), que consiste na saída do óvulo para uma das trompas.
Se no prazo de 24 horas houver um espermatozóide que se junte a esse óvulo (que já lá podia estar “à espera” há 72 horas), dá-se a fecundação e o óvulo transforma-se num ovo.
Ao descer da trompa para o útero, o ovo vai fixar-se na sua parede, que durante os 14 dias anteriores se foi tornando mais volumoso e esponjoso de modo a poder receber o ovo e uma gravidez.
Se, pelo contrário, não houve fecundação, o óvulo não fertilizado desce para o útero cuja parede interna por sua vez se começa a desagregar, até que é expulso na altura da menstruação, iniciando-se novo ciclo menstrual.
Quando é que inicia e acaba o período fértil?

Chama-se período fértil, aos dias em que a mulher que tem relações sexuais, pode engravidar. Isto sucede quando se dá a ovulação que ocorre em média, ao 14º dia do ciclo.
Considerando que o óvulo vive em média 24 horas e o espermatozóide cerca de 72 horas e considerando a duração dos ciclos anteriores (idealmente 12 ciclos), pode-se calcular o período fértil, por subtracção de 11 dias ao ciclo mais longo e de 18 dias ao ciclo mais curto.
Exemplos:
1º – Mulher com ciclo regular de 28 dias:
28-11=17
28-18=10
O período fértil será entre o 10º dia e o 17º dia do ciclo, inclusive.
2º – Mulher com ciclos menstruais entre 25 a 30 dias:
25-18=7
30-11=19
O período fértil será do 7º ao 19º dia do ciclo.
28-11=17
28-18=10
O período fértil será entre o 10º dia e o 17º dia do ciclo, inclusive.
2º – Mulher com ciclos menstruais entre 25 a 30 dias:
25-18=7
30-11=19
O período fértil será do 7º ao 19º dia do ciclo.
Helena Bento
Bibliografia: Rodrigues, João. “Os jovens e a sexualidade” CAJ – Centro de Atendimento a Jovens
Coimbra,2002.